diferentes tipos de pacientes

Descubra como lidar com os diferentes tipos de paciente

Médicos enfrentam diversos desafios ao longo da carreira, que começam na inacreditável concorrência do vestibular, passam pelo alto volume de estudos na faculdade e culminam com as dificuldades do mercado. Sendo assim, aprender como lidar com diferentes tipos de pacientes é apenas mais uma etapa desse processo.

No entanto, essa parte pode ser um pouco mais penosa, pois é praticamente impossível descobrir, de antemão, qual é o perfil do público que vai entrar no seu consultório e como você deve fazer se quiser evitar problemas. Confira o conteúdo a seguir e fique um pouco mais preparado para esse tipo de situação.

O desafio de lidar com o público

Durante a escola médica, é muito comum que os professores e os preceptores foquem mais no aprendizado técnico, afinal, descobrir os segredos da anatomia, da fisiologia, da histologia e demais disciplinas é algo completamente indispensável e muito desafiador nessa belíssima carreira.

No entanto, aprender a lidar com vários perfis diferentes de indivíduos e descobrir como desenvolver a inteligência emocional para saber o que fazer em cada situação também é imprescindível, pois o aspecto humano é crucial. Além disso, sabemos que uma boa relação médico-paciente é muito importante para o sucesso da sua clínica ou consultório.

Os diferentes tipos de pacientes

Agora que você já entendeu um pouco melhor sobre o desafio de lidar com o público, chegou a hora de aprender de que forma gerenciar os diferentes tipos de pacientes e descobrir quais são os perfis que tendem a ser mais usuais no seu consultório. Confira alguns deles a seguir.

O paciente insatisfeito

Infelizmente, o paciente insatisfeito é um dos perfis mais comuns que adentram pelos consultórios médicos em todo o planeta. Ele tem, como sua característica mais marcante, o fato de nunca se dar por satisfeito com as respostas e as proposições do profissional, por mais baseadas em evidências que elas sejam.

Esse é um fenômeno que piorou muito em função da popularização da internet e com a possibilidade de qualquer pessoa pesquisar sobre doenças em poucos cliques, mesmo que elas não tenham o conhecimento clínico necessário para fazer uma interpretação precisa desses dados ou para realizar as correlações fundamentais para o diagnóstico.

A solução, nesses casos, é ter bastante paciência e segurança, exibindo qual é o seu ponto de vista e quais conhecimentos técnicos o levarem para chegar àquelas conclusões e escolhas terapêuticas. Essa atitude demonstra que você se importa com esse paciente e reduz as chances de que ele abandone o tratamento.

O paciente hipocondríaco

Não dá para falar sobre medicina e sobre como aprender a lidar com os diferentes tipos de paciente sem falar das pessoas hipocondríacas, afinal, elas são parte importante do público que frequenta qualquer consultório ou estabelecimento de saúde. São indivíduos que procuram por ajuda mesmo quando não precisam.

Geralmente, esse perfil é aquele que, ao ler ou ouvir falar sobre uma doença, já acha que está com o problema e, por incrível que pareça, podem até começar a apresentar os sintomas relacionados à patologia, ainda que ela seja endêmica em outros países ou até mesmo em continentes diferentes.

Por mais intrigante que possa parecer, não chega a ser propriamente fácil convencê-los de que estão equivocados. O médico precisa aliar paciência e um bom conhecimento técnico, buscando agir com segurança e postura enérgica, mas sem deixar de ser acolhedor. É interessante ser bastante didático e minuciosos nas explicações.

O paciente “sabe tudo”

O paciente “sabe tudo” é mais um tipo de paciente fortemente afetado pelo fenômeno moderno da internet, pois a grande rede acaba sendo um campo muito extenso de informações fáceis e de dados disponíveis para qualquer pessoa com poucos cliques, 24 horas por dia e 7 dias por semana.

Sendo assim, é muito importante que os médicos estejam preparados para atendê-los e para evitar que eles causem algum tipo de dificuldade em sua clínica ou consultório. Essa pessoa realiza buscas sobre os sintomas sentidos e não tem vergonha alguma de expor, muitas vezes de maneira deselegante, aquilo que julga essencial.

Muitas vezes, se a consulta, ou até mesmo o diagnóstico, for discordante do que ele espera, ele pode se irritar e sair à procura de outro profissional. Nesses casos, é importante manter a calma e adotar uma postura de esclarecer, com riqueza de detalhes, a conduta de tratamento adotada e os porquês dessa escolha.

O paciente desatento

O paciente desatento pode parecer inofensivo, mas o fato é que pode representar um risco para si mesmo. Por isso, ele merece ainda mais cuidado por parte do profissional que está fazendo o atendimento. A falta de atenção pode gerar consequências negativas para sua saúde, sobretudo se ele apresentar alguma patologia grave.

Ao fazer confusão com as orientações ou simplesmente não se lembrar de muita coisa, esse paciente se esquece do horários dos medicamentos, das datas de consultas seguintes, dos preparos antes de realizar procedimentos etc. Sendo assim, é crucial ter um bom poder de síntese e resumir as principais recomendações.

O paciente fragilizado

Entender como lidar com o paciente fragilizado é muito importante no quesito aprender como lidar com os diferentes tipos de pacientes, afinal, ele é muito comum. Por vezes, esse comportamento é bastante compreensível, sobretudo se ele estiver com uma doença potencialmente grave ou até mesmo fatal.

Cabe ao profissional usar uma dose ainda maior de compaixão, escutando atentamente às suas aflições. É essencial saber que essa pessoa pode cair no choro na sua frente, falar de sua religião e sua fé ou até mesmo entender o seu quadro como uma punição divina, questionando a sua própria existência.

Diante dessa realidade, esse paciente precisa ser verdadeiramente ouvido e legitimado. Em alguns casos, apenas escute as queixas, dê a atenção que puder e demonstre a sua empatia, mostrando que essas dores são válidas, mesmo que você faça isso apenas por meio de gestos ou expressões faciais.

Como foi possível notar, saber gerenciar as particularidades de cada tipo de paciente  não é uma tarefa fácil, mas é essencial para garantir o bem-estar de todos que frequentam sua clínica ou consultório. Agora que você aprendeu de que forma lidar com os diferentes tipos de pacientes, confira também nosso outro artigo sobre a relação médico-paciente! Boa leitura!ebook-cta-horizontal-04-atendimento

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