publicidade médica

Publicidade médica: o que pode e o que não pode nos seus anúncios?

Em um mercado em que a divulgação de serviços boca a boca pode não ser mais suficiente, a publicidade médica se apresenta como uma ótima alternativa para dar visibilidade ao seu nome, enquanto profissional, e estabelecer uma relação de confiança. No entanto, existem uma série de normas e proibições quanto ao uso dessa ferramenta.

No post de hoje, vamos ressaltar a importância da publicidade e do marketing médico, tratar da resolução do CFM em parceria com a Codame para regularização dos anúncios, listar uma série de ações que são proibidas e também alternativas para a realização de seus anúncios dentro dos limites da lei. Confira!

Publicidade médica e marketing médico

A publicidade pode ser entendida como um conjunto de ações que buscam a visibilidade do produto ou marca diante do público da mesma maneira que a empresa deseja ser percebida. Assim, o seu principal resultado é gerar posicionamento perante as aspirações do consumidor aliado ao sucesso da empresa.

Diferente da propaganda, que tem como objetivo repetir a mensagem de maneira ostensiva para gerar o convencimento do público-alvo, a publicidade faz parte de estratégias de marketing, cuja principal missão é gerar identificação com as pessoas, de modo que elas entendam que essa é a solução para seus problemas. Esse processo vai consolidar a marca ou o nome do profissional e, consequentemente, proporcionar maior retorno financeiro.

Entretanto, no âmbito da medicina, as estratégias de publicidade devem ser adaptadas para atender à legislação e manter a ética profissional. Por isso, uma forma de fazer anúncios e conseguir o retorno esperado é adotar o chamado marketing médico.

O marketing médico nada mais é do que um conjunto de estratégias que, a partir do objetivo pretendido, desenvolve ações de comunicação de acordo com a legislação do CFM. Nesse tipo de marketing, o objetivo não deve ser vender mais por meio do maior alcance de pacientes, e sim ajudar ao maior número de pessoas possível.

Assim, se feito da maneira correta, esse tipo de estratégia pode criar uma relação mais próxima com o paciente e ele terá mais confiança no seu trabalho, reagindo melhor ao tratamento proposto. Além disso, você pode conseguir novos pacientes e se posicionar enquanto autoridade, sendo referência na sua área de atuação.

Legislação do CFM

Tendo em vista a crescente demanda por estratégias de comunicação, o CFM (Conselho Federal de Medicina) e o Codame  (Comissão de Divulgação de Assuntos Médicos), atualizaram a norma vigente para publicidade médica, e assim surgiu a resolução CFM 1974/11, cujo objetivo é regular todos os anúncios e peças de divulgação de informações que fazem referência aos médicos e clínicas em qualquer meio de comunicação.

A resolução presume que a conduta do profissional deve se guiar pela função de divulgação e promoção de conhecimento científico e  de educação da sociedade. Dessa forma, antes do lucro, de acordo com a norma, esses profissionais devem prezar pela correção ética e a comunicação de informações verídicas que sejam de interesse público.

Além disso, a resolução pretende uniformizar a maneira como são divulgadas as informações, solucionar dúvidas em relação à publicidade médica, zelar pela ética da profissão diante da sociedade e atualizar a legislação vigente sempre que a tecnologia evoluir.

Com isso, a seguir, vamos conhecer mais detalhadamente tudo o que é proibido e o que pode ser feito em relação à publicidade médica. Continue a leitura!

O que é proibido

Confira a lista das principais proibições que dizem respeito à publicidade médica:

  • divulgar tratamento de doenças ou sistemas referentes a alguma especialidade, quando não é especialista na área;
  • fazer publicidade em cima de aparelhos que possua, enfatizando ser um tratamento exclusivo;
  • participar de anúncios publicitários de qualquer natureza para empresas, mesmo que ligadas à medicina, o que é válido também para associação em propagandas enganosas;
  • autorizar a circulação do seu nome em materiais sem rigor científico em qualquer meio de comunicação;
  • conceder entrevistas sem fins educativos, apenas para a promoção individual;
  • promover campanhas sensacionalistas nas quais se destaca como “o melhor”, “o único” ou “resultado garantido”;
  • indicar exclusividade no tratamento de alguma patologia;
  • utilizar representações visuais de maneira abusiva ou assustadora de alterações corporais, decorrentes de doenças;
  • divulgar preços, promoções ou condições de pagamentos dos procedimentos realizados pelo profissional ou clínica;
  • circular material publicitário sem a identificação profissional completa (nome, CRM e especialidades registradas, que devem ser, no máximo, duas).

O que pode ser feito

Em contrapartida às proibições, existe uma série de alternativas viáveis e que trazem resultados interessantes para a publicidade médica. Vamos ver algumas dessas soluções?

Sites e blogs

Os sites e os blogs são ferramentas do mundo digital, e podem ser usados para a promoção de conhecimento científico e educação da sociedade. Por isso, invista em produção de conteúdo relevante para seus pacientes. O material deve ter como objetivo solucionar os seus problemas e fazer o paciente chegar até você.

Redes sociais

Utilize aplicativos e as redes sociais (Facebook, Instagram, YouTube, ou qualquer outra em que seu público esteja conectado) para promover a interatividade com os pacientes, esclarecendo suas dúvidas e compartilhando informações de qualidade. Lembre-se de que você não pode oferecer consultas online, certo?

Divulgação de especialidades e títulos acadêmicos

Divulgar o currículo é uma boa forma de as pessoas encontrarem o especialista do qual precisam. No entanto, é preciso ter cuidado com a forma que essas ações são executadas.

Em relação às especialidades, é permitida a menção a apenas duas, desde que registradas no CRM local. Quanto aos títulos acadêmicos, não há restrição do seu uso em todo material de divulgação. Entretanto, é preciso que estejam relacionados à área de atuação do profissional e devidamente registrados no CRM.

Material Gráfico

O material gráfico deve estar de acordo com a resolução CFM 1974/11. Ou seja, flyers, banners, cartões de visita ou cartazes, devem conter o nome completo do médico,número do registro no CRM, especialidades registradas ou, em caso de clínicas, o nome do responsável pelo estabelecimento e seu CRM.

Vale destacar que todas as ações de publicidade médica devem estar de acordo com a resolução para evitar as possíveis sanções previstas na lei. Lembre-se que se usada corretamente, a publicidade nos mais diversos canais de comunicação terá retorno sempre positivo.

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